“No coração da igreja serei o amor” (Stª Terezinha)
Paróquia de Santa Terezinha de Marabá Paulista-SP
Av. Álvaro Coelho nº 241 Tel: (018)3996-1222
DIOCESE DE PRESIDENTE PRUDENTE
O Coordenador – Um sevirdor Da Comunidade
O coordenador(a) desempenha um serviço na comunidade, seus deveres são: fazer a comunidade prosperar, fazer o Reino de Deus acontecer, fazer uma caminhada de serviço e coordenar com prazer e felicidade.
Os principais defeitos do coordenador(a): ser desligado, desconcentrado; impotente diante dos problemas; deixar-se manipular por outra pessoa; carregar todo o “peso” em suas costas; “engole” ou faz seus coordenados “engolirem” um monte de conhecimentos, sem se preocupar com a mudança de atitude na vida; sentir-se superior a todos; ser vítima da confusão do despreparo, é o “desorganizado”; coordenador o grupo cegamente, caminhando para o abismo; não se preparar e pecar ao esperar que Deus corrija tudo.
As principais virtudes do coordenador: ser atento; trabalhar em equipe; ser solidário com todos; primar pela organização; saber o caminho a seguir, ser seguro; mostrar-se preparado, estudar; estar sempre presente na vida das pessoas.
Características do coordenador Jesus: o serviço (Jo 13, 1-9), todas as tarefas são essenciais para a comunidade; a coragem nos conflitos (Jo 6, 59-69); o equilibrio nas dificuldades (Mc 4, 35-41); anima a partilha dos bens (Mc 6, 30-44); não esconde as dificuldades (Mc 9, 30-40); defende os indefesos (Mt 12, 1-8); convida colaboradores (Mt 4, 17-23); envia outras pessoas (Mt 28, 1-10. 16-20); alimenta seus coordenados (Lc 22, 7-20).
Ser coordenador(a) é: estar presente, saber ouvir, servir sempre, saber analisar a si mesmo, saber controlar-se, ser responsável, ser mediador, comunicativo, espiritualizado, paciente, humilde, alegre, leal; é partilhar, ter o coração aberto para Deus e os irmãos, caminhando sempre.
É serviço do(a) coordenador(a): incluir as pessoas (somar); animar e conduzir; procurar atingir os objetivos; ajudar a resolver problemas e delegar responsabilidades, tarefas e poderes de decisão.
Para ser coordenador (a) é preciso: manter o diálogo com todo grupo: ter tempo de participação: saber bem o assunto do que coordena; ter noções de outros assuntos: saber decidir ouvindo o grupo: ser equilibrado, ter maturidade e controlar seus impulsos.
O coordenador (a) deve trabalhar seus pontos fracos: falar em público (falar o essencial, preparar-se muito bem, convidar outras pessoas para falarem por ele); escrever e ler bastante), oferecer subsídios; diálogo e negociação (oferecer e aceitar serviços, projetos comunitários; falar a verdade sem ofender as pessoas; valorizar os projetos do grupo); organizar (respeito de horário de início e término; reuniões bem planejadas e registradas (atas); definição clara de objetivos e metas; agenda realmente utilizada para seus fins); arquivo de papéis de forma racional; arquivo de materiais de estudo e trabalho; cadastro com os principais dados dos integrantes; avaliação periódica dos trabalhos; definição dos papéis dos integrantes da equipe com responsabilidade e autonomia.
Diversas maneiras de se chegar na coordenação de um grupo: eleição (tem mais legitimidade junto ao grupo, tem que saber unir o grupo e ganhar a confiança do pároco); indicação pessoal (tem que conquistar o apoio do grupo).
O relacinamento é a chave da boa coordenação. A pessoa inteligente procura se autoconhecer sabe se relacionar bem com as pessoas consegue resolver os problemas de sua vida, consegue desenvolver e utilizar suas potencialidade ou capacidade. Quanto a gente se conhece, menos nos irritamos quando alguém aponta falhas nossas. A abertura para o diálogo com o mundo começa pelo diálogo com a gente mesmo. Ser sociável, ter a habilidade para entrar em sintinia com as outras pessoas.
Quatro componentes da inteligência intrapessoal: 1) empatia = arte do relacionamento pessoal com o outro; 2) liderança = especial talento em coordenar os esforços de uma rede de pessoas; 3) negociação de soluções = talento natural na mediação de conflitos, sem maiores tensões; 4) análise de grupo = colher no ar o que o grupo está sentindo e precisa.
Temos a obrigação de ir melhorando a comunicação intrapessoal. Temos diversos níveis de comunicação. É mais fácil trocar opiniões com pessoas sinceras. É necessário criar um ambiente de fraternidade, acolhida. Buscar a empatia grupal. Saber que é sempre necessário à conquista ainda à frente.
Como se relacionar com o pároco: 1) saber o que pode e o que não poder; 2) informar ao pároco somente coisas importantes; 3) trazer somente os grandes problemas, apresentando algumas sugestões; 4) escolher a melhor oportunidades para falar com o pároco; 5) saber o que pedir ou opinar; 6) agendar com o pároco a conversa); 7) ter “disconfiômetro”) respeitar o pároco e dar-se ao respeito.
Dicas para evitar conflitos no grupo: cuidado com as coisas feitas de última-hora; com os assuntos de cozinha e construção; com pessoas que não sabem não; com pessoas que se acham “donas” da Igreja; cuidado para que as decisões sejam tomadas pelas pessoas certas. Nenhuma conflito no grupo pode ser ignorado pelo (a) coordenador(a). Encare um de cada vez. A melhor maneira de coordenar é em equipe. Ter uma coordenação de acordo com as necessidades do grupo e aprender a dividir as tarefas.
Dicas de organização: 1) ter sempre em mente o objetivo do grupo; 2) ter metas parciais, reais e claras, para alcançar o objetivo; 3) fazer o planejamento partindo do levantamento da realidade em seus pontos fortes, fracos e as necessidades, ver o que fazer, por que fazer uma atividade, como fazer a atividade, quem irá fazer, quando irá fazer, onde fazer. Isto deve ficar claro para todo o grupo; 4) coloque as pessoas certas nos lugares certos (parta dos cargos para as pessoas); 5) colecione papéis certos, em ordem; 6) cuide dos recursos materiais; 7) tenha paciência para mudar velhos hábitos: mas mude sempre que necessário! Não pare no tempo; 8) Faça uso certo da agenda: anotações nos lugares certos, endereços e telefones importantes, compromissos, lembretes, marcar tudo o que foge da rotina; 9) ter o hábito de chegar minutos antes; 10) separar os compromissos em: 1). Urgentes e importantes; 2) importantes, mas não urgentes e 3) nem importantes, nem urgentes. Delegue e acompanhe o que não for urgente. Assuma o que for urgente.
As reuniões: devem ter horário para iniciar e terminar; seguir uma pauta, evitar desvios; espiritualidade preparada; leitura da ata da reunião anterior; no início definir o objetivo da reunião; ter uma listagem de assuntos (dentro de uma prioridade) a serem discutidos e das comunicações a serem feitas; com plano de ação (o que, por que, como, quem, onde e quando), levar sugestões, levar em sugestões, levar em conta as potenialidades do grupo; com avaliação; com definição da próxima reunião (marcar dia, hora, local tarefas de preparação), com encerramento (oração final e despedida). Discutir somente o que pode ser solucionado pelo grupo: o que nós podemos fazer? As reuniões devem ser: realistas, objetivas, práticas, comprometedoras.
Fazer a avaliação. Avaliar é rever a caminhada a partir dos objetivos propostos, visando ao crescimento e ao fortalecimento do grupo. É importante avaliar para 1) não perder de vista os objetivos e valores; 2) não gastar energia desnecessariamente; 3) evitar o estresse, o orgulho, a preguiça e a bagunça; 4) reavivar a memória, a consciência crítica; 5) criar o hábito da adaptação e do aprendizado; 6) projetar o grupo para maiores acertos. Avaliar implica em: 1) localizar os problemas que ocorrem; 2) fazer o confronto do resultado com o que foi planejado; 3) verificar se o método é correto; 4) perceber a participação ativa ou não das pessoas; 5) analisar se as tarefas atribuídas foram assumidas ou não; 6) sentir os resultadfos e as suas implicações; 7) descobrir as causas dos desvios; 8) encontrar alternativas que orientem a ação futura.
Numa avaliação é necessário que cada consideração seja: 1)aplicável (aquilo que pode ser mudado); neutra (nunca fazer um julgamento unilateral: você chegou atrasado porque...);3) oportuna (no momento certo); objetiva(sem muitos rodeios); 5) direta (sem fofoca); 6) levar a uma reflexão (não espere mudanças rápidas). Nunca se esquecer dos elogios e de dar espaço para todos se expressarem.
Cuide da sua sucessão: 1) não tenha medo de perder o poder; 2) Não queira continuar a ser coordenador; 3) Assuma seu papel como integrante do grupo; 4) não queira mandar no próximo coordenador; 5) coloque-se a serviço do grupo; 6) saiba inserir o novo coordenador; 7) motive o grupo para que continue colaborando com seu sucessor; 8) acompanhe o novo coordenador até quando ele permitir.
Paroco_Pe.Alvaro Ribeiro Cruz
Igreja Matriz Santa Terezinha de Marabá Paulista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário